ÉRAMOS JOVENS

sábado, 7 de maio de 2011

MAMÃE



AGNALDO TIMÓTEO

O véu da noite vai chegar
E docemente vai nublar
Os olhos meigos de mamãe

Que vendo a vida se apagar
Que tendo amor a transbordar
Repete ainda uma oração
Tremendo os lábios de emoção

Ao ver que estou a soluçar
E uma lágrima rolar
Me pede cheia de ternura
Que lhe dedique uma canção
Ai mamãe

Vejo em teu rosto angelical
Que Deus a chama Para si
Me castigando
Ai mamãe

Santa Maria envolverá
Com Sua luz celestial
E a voz de um anjo cantará
A sua Ave-Maria
Ave-Maria
Há tanto amor
Tanta bondade
Em teu viver
Oh mamãe

Enquanto a vida em mim florir
Tua lembrança há de existir
Hás de seguir
Sempre ao meu lado
Enquanto eu vivo
Oh mamãe
Quando chorar
Quando sorrir
Relembrarei
Ai mamãe

E jamais, jamais, jamais
Te afastará


Desde que me entendo por gente ouvia essa música... achava ela tão linda, acho que porque minha mãe viajava cantarolando ela e com certeza pensando na minha avó que ainda era viva, mas morava longe... Hoje ouço e lembro que meu passado foi lindo, minha infância foi linda, talvez por isso eu tenha essa coisa de AMOR por minha mãe, que não veio depois do Alzheimer não, sempre existiu! As músicas, as broncas, as surras, os conselhos, a risada. Talvez por essas coisas tão pequenas, sou uma adulta emotiva, feliz como ser humano e falha também, mas, sempre procurando ressaltar o que há de melhor em mim e em voces.
BEIJOS.

3 comentários:

Júlio César disse...

Valeu pelo seu blog Loyra...Fizemos parte desta janela virtual...blogueiros. Visite e participe também do meu blog SERVIDOR PÚBLICO. At+

Nezinha disse...

Feito, Loyra! Já sou tua seguidora. Li o post comparativo que tu fez sobre Veneza e São Paulo, há uns dias atrás. Minha mãe mandou pra um bando de gente rsrsrsrs. É isso aí! Bj e prazer em te "conhecer".

JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Esta música também é uma marca em meu coração; Mamãe Elvira a cantava lindamente, andando pela casa, cuidando da gente. A saudade tem aperto eterno...

A música é da dupla italiana C. A. Bixo & B. Cherubini, intitulada MAMMA, e a versão nacional é de Geraldo Figueiredo. Uma pérola de versão, sobre uma canção encantadora. abs